17 de outubro de 2012

É pó Bujon

E pronto, continua a minha saga de amigdalites...

Depois de o mês passado ter um faringe, que não curou à primeira (total: 2 antibióticos), há umas semanas atrás apareceu a boa da amigdalite que também não curou à primeira ( e seguem mais 2 antibióticos).

Desta última, estou eu a acabar o segundo antibiótico e começa novamente as febres e o mau estar na garganta.

Mais uns trocos (se fossem trocos!!!) para um especialista e toma lá...

É pó Bujon.... 2 peninciladas no nalguedo...

Uma foi ontem, outra será manhã...

Diz o Sr. Doutor, que nos próximos 3 meses não me deve acontecer mais destas! Será?

Se assim for, depois venho cá comentar convosco o que ele me pediu para dizer (só depois de confirmado! Aguentem os cavalos e esperem).

Ontem depois da toma da injecção  tudo óptimo ...Hoje? ando aqui com umas dores nas articulações das pernas mais pareço uma velha raquitica.

Só euuuuuuuuu................

Ao meu Budinha!

13 de Outubro de 2011, 00h55m, 3460kg, 50,5cm nascia o budinha mais famoso deste portugal na Maternidade Alfredo da Costa.

Budinha foi muito pensado, muito amado era ainda um projeto das cabeças dos seus pais.
Sim, foi uma escolha nossa! Pensámos em tudo (estávamos nós convencidos, hoje sei que não pensei em quase nada fazendo comparação!).

Sempre quisemos um menino, era o nosso sonho (queria tanto, tantooooooooo), e assim foi.

Quisémos-te dar um nome diferente, mas também um nome que nos lembra-se dois homens importantes na vida dos pais, dois homens honestos e integros. Demos-te o seu nome José como teu segundo nome.

Descobrimos contigo que amar é ainda melhor quando é partilhado a três (deita por água abaixo, a máxima que dois é bom e três demais. eheheh).

Descubro a cada segundo o mundo pelos teus olhos (aiiiii, os teus olhos pestanudos e lindos!!).

Passámos por uma bronquiolite, uma conjuntive, uma operação e outras coisas mais e descobri que um ser tão pequeno pode ser muito forte, mais forte que a mãe. Enfrentas tudo com um sorriso até ao último segundo.

Obrigada por existires na nossa vida...

És, sem sombra de dúvida, o nosso melhor projeto a dois, a nossa melhor obra!!!

14 de outubro de 2012

Boa Noite

Espero com as publicações anteriores libertar-me de certos fantasmas...

Agora vou dormir, amanhã falarei dos 12 meses mais maravilhosos de sempre ao lado do buda!

Boa Noite!!! :D

Beijo Sue

Há 12 meses atrás (parte 2)

Durante aqueles "longos" dias na Maternidade sofri (sofri fisicamente e psicológicamente).

É cruel estar em contacto com outras mães cujos filhos estão ao seu cuidado, enquanto os nossos estão lá longe de nós.

De noite, nós não descansamos, os choros não são dos nossos filhos e só pensamos que o nosso lá longe, até pode chorar, até pode ter quem o alente, mas não somos nós (a mãe, o calor da mãe), não é a mesma coisa.

A minha vida foi complicada nesses dias, era passada entre a sala de amamentação (onde existe apenas a bomba para continuar a estimular o peito a manter o leite) e o piso onde se encontrava o budinha.

Lembro-me de pensar, que a cada 2h as mães amamentavam os seus bébés e eu amamentava uma bomba, (era este o meu sentimento).
Depois ia até ao piso debaixo (voltas e mais voltas para lá chegar, cheia de dores) ver o meu buda.
Era dificil (demasiado dificil). Dificil porque tinha dores, estava cansada, dificil porque .... era dificil ver o meu bébé cheio de fios, dentro de um caixa... porquê? porquê a mim... porquê a nós... e se eu não tivesse dormido tanto na 1.ª noite, e se eu tivesse estado mais atenta? será que podia ter evitado? Culpa e mais culpa (as hormonas, hoje sei disso).

Tive vários pensamentos absurdos... tive ciúmes do daddy (porque podia estar 24h com o budinha e eu não conseguia, não podia, tinha de descansar).
O daddy nesses dias não vinha visitar a mãe aos aposentos (combináramos de nos encontrar sempre junto do baby). Sentia ciúmes porque não podia estar junto do baby como o pai, mas também porque tinha sido passada para segundo plano. Outrora sentia-me confiante, sabendo que o baby love estava sempre acompanhado pelo pai (o melhor pai do mundo).

Sentimentos contrários eu sei, mas tão reais (mas sempre sentimentos escondidos, até hoje!).

Supostamente, quando temos um filho existe uma união, naqueles dias o pai é o único elemento que está mais ausente (mãe e bébé ficam juntos, o pai regressa no dia seguinte). Mas não, outrora éramos dois (eu e o pai unidos, o budinha dentro de mim), agora éramos três (eu, o pai e baby), mas todas as noites, no átrio á porta dos cuidados de saúde, o baby ficava num lado, o pai descia por outro e a mummy encarrilhava por outro, éramos três separados. Doia, doia tantoooooo... ainda hoje sinto a dor dessa separação, daquelas noites!

Felismente, o dia da minha alta chegára, fui ver-te logo de manhã assim que acordei, tinhas passado melhor a noite, já mamavas (biberão, aos poucos) e nesse dia tinham-me prometido que seria eu a dar-te banho e o biberão tb. O meu coração disparou... ias ter alta, vinhas para junto de mim... :D

Reciei, até ao último momento que ia ter alta e tu não virias para casa comigo... mas não... já comias, já choravas e já respiras normalmente.... depressa largas-te os fios, a caixa (incubadora), lá longe ficou o biberão e todas as coisas ruins... voltas-te para o calor dos meus braços e para sugar a vida dentro de mim!!!

Felicidade inundou o meu coração e a minha alma...

Finalmente a nossa vida a três iria começar...

Há 12 meses atrás (parte 1)

Dia 13 de Outubro de 2011, 00h55m, Budinha nascia com 3460kg e 50,5cm... um rapagão, timtim chamaram as enfermeiras.

Um novo, doloroso, surpreendente e desconhecido mundo começava agora!!!

Minutos antes acabara de deixar o quarto n.º1 da Maternidade Alfredo da Costa, deixava o meu marido para ir andando (sim, enchi-me de coragem e rejeitei a maca, fui a pé com auxilio das enfermeiras) até ao bloco operatório, tudo corria bem, mas o budinha era teimoso e estava melhor dentro da barriga da mamã. Iamos tentar com ajuda de ventosa e depois uma cesariana caso fosse necessário. (não foi preciso :D)

Não sei quanto tempo demorei do quarto ao bloco, confesso que não me apercebi, mas só quando lá cheguei á porta me lembrei que o futuro daddy tinha ficado para trás. "E agora que fazia eu sem a minha equipa?"
Esqueci... Esqueci tudo quando entrei no bloco, as luzes, muitas luzes apontavam para o centro daquela grande sala, pareciam iluminar um palco, o palco onde te iria dar a luz meu filho, a maca.

Na sala umas 4 ou 5 mulheres a prepararem a tua chegada, senti-me só, pensei novamente no teu pai (na minha equipa, a nossa equipa), mas tu, tu eras mais forte do que eu e esqueci a solidão.
Aquelas mulheres que ali estavam também algumas seriam mães, também elas tinham passado pelo mesmo e caso ainda não tivessem tamanha honra, são mulheres e profissionais, sabiam o que faziam e eu confiei porque te queria apresentar ao mundo!

Na entrada da maca, dois degraus, vacilei, a dor foi forte e um pensamento me surgir e eu disse: " algo de estranho se passa, estou cheia de fome" as enfermeiras riram comigo... "A mamã depois disto come um bife sim?". (Nem quando estou em apuros deixo a minha veia humoristica, só eu mesmo... fome? a sério sue, que vergonha!!!)

Subi, não exitei mais ... dai a minutos recomeçámos e em três puxões tu nasceste, não doeu, não chorei...

Não, não chorei de alegria quando nasceste, o contacto não foi imediato, tu também não choras-te (não te deixaram). Vi apenas o teu pézinho, vermelho, pequeno, lindo....depressa te levaram.

O meu corpo estremeceu e não parou durante todo o tempo que estiveste longe, mais parecia que tinha levado um choque, a minha cabeça não controlava mais o meu corpo, não conseguia (ainda hoje não consigo explicar o porquê, talvez por ter controlado tão bem desde o dia anterior até ao momento).

Olhava-te lá longe de mim, mas tão perto. Via aquele pequeno cobertor a mexer, eras tu! Ainda hoje não me lembro do teu primeiro choro!

Chegas-te finalmente perto de mim!!

Eras a cara do teu Pai (ainda hoje o és). Foi ele (o teu pai, a nossa equipa) que me ajudou a colocar-te para mamares (depois de tantas aulas pré parto, foi o teu pai que me ajudou, as hormonas apoderaram-se de mim e deixaram-me cheia de receios).

Foi uma sensação explosiva, chorei, eras tu, o meu filho, aquele pequeno ser que habitara dentro de mim 9 meses, agora a sugar, sugar vida de dentro de mim... Disso não me esquecerei nunca, desse momento.

Passamos uma noite tranquila, não choras-te, eu estava demasiadamente cansada e insegura... dormis-te quase toda a noite a meu lado na minha cama (queria-te junto de mim, foi bom!)

Mas com o amanhecer, depressa o nosso mundo desabou... não choravas, não comias... pouco reagias...

Foi o meu trauma (é um trauma até hoje!)... ás 14h (hora das visitas) te levaram para longe de mim... foste para os cuidados especiais de saúde...

Sofri, sofri muito durante esses dias, tu num lado, eu no outro e o teu pai (sempre junto a ti)....

12 de outubro de 2012

Desabafo

Enfim, há pessoas que por mais que casem ou se "ajuntem", continuam sempre as mesmas crianças.
Sabem lá elas o que é fazer vida de casado.... Whatever...

Momento suspiro da Secretária!!

Pombo, Pombinho.....

Se há coisa que sempre me tirou do sério são os Pombos.

Se for ver o álbum de fotos da minha infância, lá está a Sue a dar milho aos pombos.... (pombo, pombinho, pombinho)... é que não falha em todas as idades... os meus pais deveriam ter uma adoração por pombos e eu é que levei por tabela (tãooooo engraçado dar milho aos bichinhos, blaaaaaaaa)

Agora em adulta, tenho aversão a eles quando passo na baixa (encolho-me toda se vier um na minha direção) e agora isto.... uma pessoa a tratar da sua vidinha, a estender a roupa para aproveitar esta réstia de sol e voilá.... caca de pombo nos lençóis, na roupa interior....

Xooooo pombo, xoooooooooooooooooo