30 de junho de 2014

As atualidades, eu e os meus filtros

Não sou muito dada a falar de atualidades, toda a gente o sabe, toda a gente já percebeu.

Muitas das vezes acho que vivo num mundo à parte, com uma espécie de filtro.. é raro ver noticiários, mas isto da blogosfera já em si é um completo jornal, uma revista, um noticiário e tudo se acaba por saber por mais filtros que se tenha.

Estou farta de ver comentários acerca da Judite e do seu filho que morreu.

Farta de ver opiniões mencionando que a dor desta mãe é maior que esta e aquela porque era o seu único filho.

Eu pergunto... acham mesmo vocês que a dor de uma mãe dá para medir, quantificar? em detrimento de outra mãe, nesta ou naquela situação? Só e apenas porque é mãe de um único filho?

Eu acho mesmo que não!!

Não é a minha história (graças aos céus), mas já vivi tãooo , mas tãoooo de perto a dor de uma mãe que vê assim um filho contra natura morrer ... esta mãe tinha e tem outra filha, o seu primogénito morreu num acidente. Acham que é ou foi menor a dor desta mãe só porque tinha outra filha com ela?

Não, não foi.

Vai sempre haver lugar para ... E SE o teu irmão estivesse aqui ...

Se é mais fácil para este tipo de mães se erguerem porque têm ali outro filho para cuidar, amar e proteger? Talvez seja, depende de cada situação, até pode não ser... a mãe pode viver em constante trauma pela dor de perder um filho e o ser humano tem respostas ás vezes não muito concretas á dor de variadas maneiras.

Sinto muito pela Judite por lhe ter morrido o filho? Claro que sim, assim como tenho pena daquelas mães cujos filhos também faleceram numa moto quatro este fds. São apenas mães anónimas e garanto-vos não foi por elas que andaram aqui ou ali a fazer alarido.

Não, não esborrachei o miudo vezes sem conta por causa destes ultimos acontecimentos...

Esborracho-o todos os dias com medo que a contra natura me caia cá em casa!

Deixem a senhora "viver" a sua dor, o seu luto da forma que mais lhe convier em "sossego" junto da familia e dos seus amigos. A dor dela não vai ficar menor por falarem dela, e pelo contrário lembrem-se que ao continuarem nesta lenga lenga só vão estar a catalogar a senhora, não por quem ela é e pelo que faz, mas por ser a Mãe que perdeu um filho. Para vós agora ela deixou de ser a judite a apresentadora de TV, a mulher... passou apenas a ser a Mãe Judite que perdeu um filho e isso meus amigos também faz mossa, mas uma grande mossa!!!

Como li algures alguém mencionar por ai... ás vezes menos é mais!!

Daddy mingou

Tenho a certeza que me deitei ao lado dele (daddy) como faço todas as noites!

Mas quando acordei o seu corpo tinha mingado!?!?

No lugar da barba e de todo o corpo peludo, deu lugar a uma pele fofa e macia.
Os olhos estavam maiores e as suas pestanas eram angelicais.

Não questionei o físico, a aparência e como sempre disse-lhe:

"Bom dia Amor" ...

e ele respondeu-me:

"Bom dia Mãe"!!! :D

25 de junho de 2014

Buda What Else

E eis que ele acorda, sai da cama, vai dar uma volta à casa e só me encontra a mim ainda deitada na cama a "dormir".. olha para o meu lado, vê uma réstia de bolo que não acabei ontem antes de deitar e ...

Caga completamente em mim e começa a morfar o bolo!!

O meu filho já nem quer saber de mim ... haja comida e o miúdo desenrasca-se sozinho.

Porque-é-que-os-miúdos-crescem-tão-rápido???
Mãe-deixa-te-tar-a-domir-que-eu-estou-servido!!!

As coisas que às vezes vocês perdem por não fazer um like ali ao lado

22 de junho de 2014

Momentos Simples e de Prazer

Estava aqui a pensar que em 10 anos (este será o ano dos 10) de casamento, para ai metade fui eu que cozinhei diariamente e a outra metade foi ele.

Parece que desde que ele começou a gostar de cozinhar e dar largas á imaginação, eu comecei a deixar o meu interesse na culinária e como tal a tornar-me preguiçosa no que diz respeito a esta matéria (muito por culpa dos cozinhados dele que foram ganhando terreno e aos quais fui tomando o gosto).

Diz ele hoje em dia que quando começámos a namorar eu comia um happy meal e deixava sempre algo por comer e agora já como um menu gigante inteiro sem deixar réstia e ainda lá vou à sobremesa e ao café.

Nestes últimos dias, tenho cozinhado muito mais, culpa de estar em casa grávida, não só tenho tempo, como tenho de alimentar esta miúda e resultado dele nem sempre vir a casa almoçar, lá vou eu ter conversas com os tachos e as panelas.

Lembro-me que em miúda adorava fazer bolos e foi por ai mesmo que comecei, pelo simples bolo de natas ou pelo bolo de iogurte.

Nunca precisei de aprender e de fazer comida em casa dos meus pais, pois a minha mãe regra geral estava em casa a horas de comer e era ela que fazia tudo, mas quando não estava esse tipo de afazeres ficavam para o meu Pai ou então para o meu irmão que é 6 anos mais velho que eu. Aqui a menina ficava isenta de tais coisas pois poderia queimar-se, partir um prato, uma unha, sei lá eu o que ia na cabeça dos meus pais, mas sempre foi assim.

Quando decidi juntar trapinhos mais o daddy, pedi à minha mãe que me relembra-se tudo o que concerne à cozinha (porque apesar de não a fazer lá em casa, estava muita atenta, sou uma pessoa de imagens, de memória visual e por isso me lembrava de quase tudo como se eu própria tivesse cozinhado, mas não querendo cometer erros com a minha paixão e sob pena de ele me mandar de volta para casa dos meus pais, não fosse o prazo de garantia ainda estar em vigor, seria melhor apontar tudo).

Acabo de fazer um bolo neste preciso momento (bolo de natas), os homens cá de casa dormem a sesta juntos ... e este cheiro maravilhoso do bolo que acabo de fazer, quentinho, fofo.. fez reavivar memórias e gostos (o da cozinha).

E não há nada melhor do que no pouco silêncio que me resta nesta casa (enquanto eles dormem e a miúda ainda não nasceu), que eu começar a devorar este delicioso e simples bolo ainda morninho SOZINHA, junto de um chocolate quente!


21 de junho de 2014

. . .

Não sei descrever se hoje é um dia feliz ou um dia triste.
Hoje fazias anos.
Resta-me apenas acalentar o meu coração com a certeza que um dia voltaremos a reencontrar-nos algures num mundo paralelo.
Continuarei até lá com saudades do teu colo e dos teus beijos.

Amo-te muito avô!!!

17 de junho de 2014

Porquê EU???

Há dias que me pergunto como é que estás comigo?

Tu és tão bom (em todos os aspectos diga-se de passagem)... bom Homem, bom Amigo, bom companheiro, boa companhia ..  e claro está ... Bom Pai!

É altruísta, mas dum altruísmo que nunca conheci em mais ninguém a não ser na minha Mãe.

Mas ao passo que no caso dela o seu altruísmo é cego, o teu não!

Sabes escolher, és altruísta com quem merece ... raramente te vi enganares-te com alguém (para não dizer que nunca).

Eu até me considero uma pessoa que vê bem as pessoas, vejo-as lá dentro descodifico-as. Mas já me enganei com muitas nestes últimos anos, já me decepcionei tanto!

Tu não!! Curioso!

Pergunto-me se é porque depositas pouca fé nos outros, ás vezes acho que é isso, não te entregas por dá cá aquela palha, não precisas de amigos dizes tu, assim não te desiludes, não entras em fofocas e intrigas.

Cheguei a pensar que esse caminho era errado... é tão bom ter amigos!! Mas depois os amigos foram indo embora aos poucos. Os verdadeiros já nem lhes chamo de amigos, mas sim de irmãos, da família (elas sabem quem são!!).

E depois a derradeira questão, se tens pouca fé nas pessoas, se não queres amigos ... porquê EU???

Porque me escolheste a mim para o resto da tua vida, porquê EU AMIGA, EU companheira, EU Mãe??

O que vês em mim? O que viste em mim? Porque esperaste anos por mim. Porque esse altruísmo do teu EU para mim?

Juro que ás vezes não entendo.

Eu sei porque te escolhi... eu ainda me lembro de dizer para mim... É ELE ... É O TAL (sem duvidas em mim e no meu coração) e a partir desse momento não desisti e acreditei.

Mas sabes porque acreditei? Porque TU já acreditavas, acreditavas em nós, em mim.

E eu não fui capaz de deixar apagar a luz dos teus olhos, não quis mais uma vez desvanecer a luz que há em ti!

Quis fazer-te feliz para o resto dos meus dias, jurei a mim mesma que seria capaz.. ensinaste-me a descodificar-te a ler-te a alma e a não me enganar... ensinaste-me a ser altruísta!

Quis mais do que ser feliz a teu lado, quis e quero sempre FAZER-TE FELIZ A TI E SÓ A TI!