9 de julho de 2014

Mercado dos Santos



Chegou o Verão...ainda que não pareça!

E antes que comece a debandada das férias, queremos convidar-vos a participarem numa última iniciativa solidária.

Uma leitora pediu ajuda para divulgar esta iniciativa e como sabem só publico e ajudo sempre que me faz sentido e porque partilhar não custa aqui fica uma sugestão gira e solidária para passarem o dia 12 de Julho em família!!
A próxima edição do Mercado dos Santos decorre no próximo sábado, 12 de Julho, nos jardins da ESE – entre as 10h e as 19h.

Para os mais distraídos, o Mercado dos Santos é uma iniciativa solidária, dinamizada por voluntários com um grande coração e muita força de vontade, e procura promover o espírito solidário, recuperar laços de comunidade e vizinhança e apoiar causas humanitárias. Todos os lucros obtidos com a organização dos eventos revertem para causas previamente identificadas.
Nesta edição, o Mercado dos Santos associa-se ao IPP Solidário e apadrinha três causas solidárias através da angariação de novos dadores de sangue/medula para a Cristiana Pereira e Vamos Ajudar a Susana e da recolha de fundos para o IPP Solidário.
O que podem esperar deste Mercado?
Muita animação, alegria e confraternização!
Tragam os bolsos recheados porque vamos ter à vossa espera muitas marcas com produtos portugueses – dos têxteis aos petiscos encontrarão um pouco de tudo.
Se quiserem apenas aproveitar o sol e relaxar, venham partilhar connosco uma bebida e relaxar ao som da música!
Podem ainda assistir ao lançamento do livro " As mulheres não sabem estar caladas" às 16h e deixar o vosso donativo, em sangue, com a equipa do CEDACE.
E tragam as crianças porque não faltarão actividades e animação especialmente para elas, incluindo mini-sessões fotográficas com a talentosa Elisabete Family Photo e a querida Mary Poppins!
Saiba mais em Mercado dos Santos!
Contamos com a vossa presença solidária!

30 de junho de 2014

As atualidades, eu e os meus filtros

Não sou muito dada a falar de atualidades, toda a gente o sabe, toda a gente já percebeu.

Muitas das vezes acho que vivo num mundo à parte, com uma espécie de filtro.. é raro ver noticiários, mas isto da blogosfera já em si é um completo jornal, uma revista, um noticiário e tudo se acaba por saber por mais filtros que se tenha.

Estou farta de ver comentários acerca da Judite e do seu filho que morreu.

Farta de ver opiniões mencionando que a dor desta mãe é maior que esta e aquela porque era o seu único filho.

Eu pergunto... acham mesmo vocês que a dor de uma mãe dá para medir, quantificar? em detrimento de outra mãe, nesta ou naquela situação? Só e apenas porque é mãe de um único filho?

Eu acho mesmo que não!!

Não é a minha história (graças aos céus), mas já vivi tãooo , mas tãoooo de perto a dor de uma mãe que vê assim um filho contra natura morrer ... esta mãe tinha e tem outra filha, o seu primogénito morreu num acidente. Acham que é ou foi menor a dor desta mãe só porque tinha outra filha com ela?

Não, não foi.

Vai sempre haver lugar para ... E SE o teu irmão estivesse aqui ...

Se é mais fácil para este tipo de mães se erguerem porque têm ali outro filho para cuidar, amar e proteger? Talvez seja, depende de cada situação, até pode não ser... a mãe pode viver em constante trauma pela dor de perder um filho e o ser humano tem respostas ás vezes não muito concretas á dor de variadas maneiras.

Sinto muito pela Judite por lhe ter morrido o filho? Claro que sim, assim como tenho pena daquelas mães cujos filhos também faleceram numa moto quatro este fds. São apenas mães anónimas e garanto-vos não foi por elas que andaram aqui ou ali a fazer alarido.

Não, não esborrachei o miudo vezes sem conta por causa destes ultimos acontecimentos...

Esborracho-o todos os dias com medo que a contra natura me caia cá em casa!

Deixem a senhora "viver" a sua dor, o seu luto da forma que mais lhe convier em "sossego" junto da familia e dos seus amigos. A dor dela não vai ficar menor por falarem dela, e pelo contrário lembrem-se que ao continuarem nesta lenga lenga só vão estar a catalogar a senhora, não por quem ela é e pelo que faz, mas por ser a Mãe que perdeu um filho. Para vós agora ela deixou de ser a judite a apresentadora de TV, a mulher... passou apenas a ser a Mãe Judite que perdeu um filho e isso meus amigos também faz mossa, mas uma grande mossa!!!

Como li algures alguém mencionar por ai... ás vezes menos é mais!!

Daddy mingou

Tenho a certeza que me deitei ao lado dele (daddy) como faço todas as noites!

Mas quando acordei o seu corpo tinha mingado!?!?

No lugar da barba e de todo o corpo peludo, deu lugar a uma pele fofa e macia.
Os olhos estavam maiores e as suas pestanas eram angelicais.

Não questionei o físico, a aparência e como sempre disse-lhe:

"Bom dia Amor" ...

e ele respondeu-me:

"Bom dia Mãe"!!! :D

25 de junho de 2014

Buda What Else

E eis que ele acorda, sai da cama, vai dar uma volta à casa e só me encontra a mim ainda deitada na cama a "dormir".. olha para o meu lado, vê uma réstia de bolo que não acabei ontem antes de deitar e ...

Caga completamente em mim e começa a morfar o bolo!!

O meu filho já nem quer saber de mim ... haja comida e o miúdo desenrasca-se sozinho.

Porque-é-que-os-miúdos-crescem-tão-rápido???
Mãe-deixa-te-tar-a-domir-que-eu-estou-servido!!!

As coisas que às vezes vocês perdem por não fazer um like ali ao lado

22 de junho de 2014

Momentos Simples e de Prazer

Estava aqui a pensar que em 10 anos (este será o ano dos 10) de casamento, para ai metade fui eu que cozinhei diariamente e a outra metade foi ele.

Parece que desde que ele começou a gostar de cozinhar e dar largas á imaginação, eu comecei a deixar o meu interesse na culinária e como tal a tornar-me preguiçosa no que diz respeito a esta matéria (muito por culpa dos cozinhados dele que foram ganhando terreno e aos quais fui tomando o gosto).

Diz ele hoje em dia que quando começámos a namorar eu comia um happy meal e deixava sempre algo por comer e agora já como um menu gigante inteiro sem deixar réstia e ainda lá vou à sobremesa e ao café.

Nestes últimos dias, tenho cozinhado muito mais, culpa de estar em casa grávida, não só tenho tempo, como tenho de alimentar esta miúda e resultado dele nem sempre vir a casa almoçar, lá vou eu ter conversas com os tachos e as panelas.

Lembro-me que em miúda adorava fazer bolos e foi por ai mesmo que comecei, pelo simples bolo de natas ou pelo bolo de iogurte.

Nunca precisei de aprender e de fazer comida em casa dos meus pais, pois a minha mãe regra geral estava em casa a horas de comer e era ela que fazia tudo, mas quando não estava esse tipo de afazeres ficavam para o meu Pai ou então para o meu irmão que é 6 anos mais velho que eu. Aqui a menina ficava isenta de tais coisas pois poderia queimar-se, partir um prato, uma unha, sei lá eu o que ia na cabeça dos meus pais, mas sempre foi assim.

Quando decidi juntar trapinhos mais o daddy, pedi à minha mãe que me relembra-se tudo o que concerne à cozinha (porque apesar de não a fazer lá em casa, estava muita atenta, sou uma pessoa de imagens, de memória visual e por isso me lembrava de quase tudo como se eu própria tivesse cozinhado, mas não querendo cometer erros com a minha paixão e sob pena de ele me mandar de volta para casa dos meus pais, não fosse o prazo de garantia ainda estar em vigor, seria melhor apontar tudo).

Acabo de fazer um bolo neste preciso momento (bolo de natas), os homens cá de casa dormem a sesta juntos ... e este cheiro maravilhoso do bolo que acabo de fazer, quentinho, fofo.. fez reavivar memórias e gostos (o da cozinha).

E não há nada melhor do que no pouco silêncio que me resta nesta casa (enquanto eles dormem e a miúda ainda não nasceu), que eu começar a devorar este delicioso e simples bolo ainda morninho SOZINHA, junto de um chocolate quente!


21 de junho de 2014

. . .

Não sei descrever se hoje é um dia feliz ou um dia triste.
Hoje fazias anos.
Resta-me apenas acalentar o meu coração com a certeza que um dia voltaremos a reencontrar-nos algures num mundo paralelo.
Continuarei até lá com saudades do teu colo e dos teus beijos.

Amo-te muito avô!!!